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Uma cobra de especie Surucucu, com quase 8 metros, foi morta por moradores na segunda-feira (24/08) por volta das 17h, na estrada do bairro Colonia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus.
De acordo com informações, a cobra estava ovada, e foi morta a golpes de faca e machadadas por moradores e motoristas que trafegavam na estrada em uma área próxima da entrada do bairro Colonia Antonio Aleixo.
Sobre Surucucu
Uma evolução necessária. De um hábito mecânico de proteção e construção da vida, ao contato com a forma de dominar o processo. Um modo químico de digerir grandes presas.
A habilidade de produzir e expelir veneno é o que fez das cobras peçonhentas tão temidas quanto evitadas pelos humanos e por outros animais. Não é por menos que a surucucu (Lachesis Muta) ganha destaque no páreo das grandes serpentes.
Também conhecida como surucucu pico-de-jaca, a subespécie comum na América do sul, apresenta suas variações de acordo com a distribuição no globo. A cobra também é da mesma família de jararacas e cascavéis, mas a cauda com “chocalho” dá lugar às escamas.
Característica comum a todas é a presença de uma fosseta loreal, ou seja, um orifício localizado entre o olho e a narina. É por esse pequeno buraquinho que as serpentes conseguem sentir o calor das presas mesmo em ambientes muito escuros.
Esse “radar” é determinante em todas as cobras peçonhentas e viraram elemento que as classificam e diferem das outras. Podendo atingir até 2,5 metros, essa serpente amarela com detalhes negros se mantém durante o dia escondido em buracos, raízes de árvores e tocas abandonadas.

Quando sai à noite para a caça, percorre a floresta em busca de vítimas para suas presas de até 3,5 centímetros. Com uma dieta composta de pequenos mamíferos, ela usa o interior oco de seus dentes para injetar o veneno.
Na presa o efeito é quase que imediato: perda da pressão arterial e consequente perda da sensibilidade. Apesar de a espécie possuir um dos tipos mais leves de veneno da família, suas vítimas ficam em estados graves por conta da quantidade de toxina liberada. Por causa disso, a surucucu é conhecida como a maior cobra venenosa da América do Sul.
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