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Com o aumento no número de casos de Covid-19 no Amazonas, dos 11 hospitais particulares de Manaus, sete já não têm mais vaga nas UTIs, ou seja, mais da metade. A informação foi divulgada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (28), após reunião do comitê de enfrentamento à doença.

G1 apurou que os hospitais Check Up, Santa Júlia e Adventista estão entre os que já atingiram a capacidade total de leitos de UTI.

Segundo o governador, Wilson Lima, a rede pública de saúde também está pressionada. Manaus registrou, no domingo (27), um recorde de novos hospitalizados com Covid-19: foram 88 novos registros de pessoas internadas. Neste mês de dezembro, o número de internações pela doença teve aumento de 28% em comparação com novembro.

“No Hospital Delphina Aziz, que é referência para o atendimento de Covid, nós saímos de 50 leitos de UTI para 150 leitos. Estamos atualmente com a reforma no João Lúcio, ampliamos a Maternidade Balbina Mestrinho, e a nossa Central de medicamentos está com 75% de abastecimento, além de aumentarmos a nossa capacidade de transferência de UTI aérea do interior para a capital”, pontuou o governador.

O Amazonas possui mais de 196,7 mil casos confirmados de coronavírus, com mais de 5,1 mil mortes pela doença. Com o avanço nos números, o Governo corre contra o tempo e tenta evitar um novo colapso no sistema de saúde, e antecipou uma fase do Plano de Contingência Estadual para o Recrudescimento da Covid-19, com mudanças no atendimento de hospitais.

O Platão Araújo, na Zona Leste de Manaus, passa a ser unidade referência para a Covid-19.

O Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, que estava com 12 leitos de UTI Covid-19, passa a contar com 40 leitos. Conforme o plano, os 12 leitos de UTI do 5º andar, que eram para a Covid-19, foram transformados agora em leito de UTI geral e os 40 leitos de UTI geral do 1º andar serão todos Covid-19. Agora, a unidade também passa a fazer internações para Covid-19.

Segundo informou o governo, há ainda a possibilidade de habilitação de leitos do Hospital da Universidade Nilton Lins, não mais como unidade gerenciada pelo Estado e sim atuando como unidade da rede particular. No pico da pandemia, o Hospital Nilton Lins funcionou como unidade de retaguarda para casos da doença. Nesse caso, a Secretaria da Saúde credencia os leitos para serem habilitados na Tabela SUS do Ministério da Saúde.

Sobre internações na rede privada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-A) disse em nota que, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), acompanha a situação epidemiológica das unidades públicas e privadas, informando taxa de ocupação e número de internados diariamente no boletim divulgado pela FVS.

Protocolos relacionados aos óbitos

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que está discutindo, juntamente com a Prefeitura de Manaus, a revisão de protocolos relacionados aos cuidados pós-óbito por Covid-19 em unidades da rede estadual, fluxo e manejo desses corpos.

Ainda no texto, informa que como parte do planejamento para o enfrentamento da pandemia, o órgão trabalha, de forma preventiva, alternativas para o assunto, sendo a instalação de estruturas para o acondicionamento correto desses corpos uma das estratégias discutidas.

G1
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