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MANAUS – As irmãs herdeiras do grupo Nilton Lins, já foram vacinadas contra o coronavírus. A informação foi divulgada por elas no Instagram na tarde de hoje, 19.

Uma delas se identifica como “médica e amante dos animais” na biografia do perfil.

As postagens geraram revolta nas redes sociais, já que segundo informações, nenhuma das duas estaria trabalhando na linha de frente no combate à COVID-19, conforme cronograma de vacinação definido pelo Ministério da Saúde.

O que dizem as citadas:

Uma das irmãs se pronunciou em um comentário no Facebook afirmando que é formada desde maio de 2020 e foi convidada por uma UBS da prefeitura para se vacinar.

Herdeiras da Nilton Lins já foram vacinadas contra a Covid-19 e geram revolta nas redes sociais

As Irmãs Lins passaram por duro teste de opinião pública, no primeiro dia de vacinação contra Covid-19 em Manaus As irmãs Lins estavam no plantão, em Unidade Básica de Saúde (UBS), quando foram vacinadas contraCovid-19.

A Prefeitura decidiu acelerar o processo devacinação dos profissionais de saúde, começando pelas UBS que atendem até à noite. As duas fotografaram o ato e publicaram nas mídias sociais pessoais. Sofreram uma explosão de ataques.

As irmãs Lins rebateram as críticas. “Que Deus proteja os anjos da linha de frente do Covid! Além do caos temos que enfrentar a inveja e o ódio do ser humano”, escreveram.

As duas médicas trabalham na UBS Nilton Lins. Foram nomeadas nesta segunda (18/01), como gerentes de projeto, com salários de R$ 8 mil. Mas, segundo elas, atuam como médicas desde o dia 12/01, numa extensão da UBS exclusiva para Covid-19.

“A unidade funciona de domingo a domingo. São três médicos por plantão, todo dia, e cada um atende 150 pessoas”, disse Gabrielle. Um advogado chamou atenção para possível “desvio de função”. “Gerente de projeto não é função médica e pessoal da área administrativa não pode atuar nas áreas fins”, disse.

“Há um decreto de emergência, diante da pandemia, que permite o mais, ou seja, até mesmo a contratação sem licitação. Então deve permitir o menos, que é aproveitar um cargo vago de servidor administrativo e atender à população com médico, num momento crucial”, disse o procurador-geral do Município, Marco Aurélio Choy.

Informações voam Em tempos de comunicação online, as informações voaram. Os registros das duas médicas no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam), logo apareceram. Gabrielle se registrou dia 21/05/2020 e Isabelle dia 22/12/2020.

O ato de nomeação e a portaria que estabelece os salários para os cargos nomeados também entraram no liquidificador da corrente de opinião. PMS.AM PANAVUEIRO Visita de Pazuello decepciona, nega prioridade ao AM na vacina, mas promete mundos e fundos Por Marcos Santos Até a juíza federal Jaiza Pinto Fraxe entrou na polêmica. Escreveu na conta do Twitter: “Faço um apelo. Não furem a fila da vacina. Não deixem ninguém furar.

Denunciem às autoridades federais competentes para as providências cabíveis. O povo do Amazonas não merece isso. Estamos lutando pelo direito constitucional à vida digna. Não sabotemos uns aos outros”. O Governo do Estado, também atacado, chegou a soltar nota, explicando que apenas distribui as vacinas, mas a aplicação delas é feita pelas Prefeitura Municipais.

Nota da Prefeitura A Prefeitura soltou uma Nota Oficial, explicando o imbróglio. Disse que as irmãs estão entre dez médicos nomeados para compor o grupo de execução do plano emergencial e gerenciar projetos. Depois, diante da necessidade, os profissionais médicos foram remanejados para a linha de frente da Covid-19. “… nada houve de ilegal, pois (Gabrielle e Isabelle) fazem parte do grupo preferencial e estavam no exercício de suas funções”, conclui a nota.

Confira nota da Prefeitura de Manaus

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou na tarde desta terça-feira, 19/1, a vacinação dos profissionais de saúde da rede pública da cidade. A equipe de imunização da Semsa iniciou os trabalhos pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com atendimento exclusivo para casos suspeitos de Covid-19.

Com o baixo volume de doses de vacinas contra a Covid-19 repassado pelo governo do Estado à Prefeitura de Manaus – apenas 40.072 das 282 mil recebidas do Ministério da Saúde, na última segunda-feira, 18 -, o Executivo municipal precisou rever o plano de vacinação.

Do total de doses recebido, a prefeitura reservou 12,2% delas para os profissionais da rede municipal, que estão atuando no enfrentamento à Covid-19.

Com o baixo volume de vacinas, a Semsa solicitou ao Estado a lista de prioridades das suas unidades de média e alta complexidades. No entanto, o documento final só foi enviado por volta das 15h30.

Seguindo a programação, com escolta, a equipe de imunização saiu, às 14h, do complexo oeste da divisão do Programa Nacional Imunização municipal, no bairro da Paz, onde está localizada a rede de frio municipal, onde são armazenadas todas as vacinas.

Com a lista de prioridades da rede de saúde do Estado, a Semsa começa nesta quarta-feira, 20, a vacinação dos profissionais da saúde dos hospitais, prontos-socorros, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) escolhidos pelo governo.

Sobre o caso das médicas vacinadas neste primeiro dia de imunização, não há nenhuma irregularidade, uma vez que se encontram nomeadas e atuando legitimamente no plantão da unidade de saúde, para a qual foram designadas, em razão da urgência e exceção sanitárias, estabelecidas nos primeiros 15 dias da nova gestão.

Governo do Estado

Ainda conforme os questionamentos, a culpa de uma possível irregularidade também começaria a recair sobre o Governo do Estado. Este, porém, emitiu uma nota informando que “Ao Estado, cabe a entrega das vacinas para os municípios, de acordo com critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.”

 

 

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