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Henrique Almeida Cruz, 24, conhecido como “Panda”, morreu na tarde desta terça-feira (22), após ser alvejado com cinco tiros enquanto pilotava uma motocicleta.  O crime ocorreu por volta das 11h, na avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus.

Segundo informações da polícia, Henrique saiu de casa na comunidade Bairro Novo, acompanhado da esposa e do filho, com idade entre três e quatro anos, momentos antes do atentado.

Após deixar a criança na casa da sogra, Henrique continuou o trajeto para deixar a companheira em um imóvel nas proximidades, que iria fazer um serviço de designer de sobrancelhas, com agenda marcada.

Ao fazer a conversão na via, Henrique parou atrás de um micro-ônibus, nas proximidades de um posto de combustível. Nesse momento, um carro tipo Onix, de cor vermelha, emparelhou ao lado da motocicleta.

Em seguida, o motorista abaixou o vidro da porta e efetuou os disparos à queima-roupa apenas contra Henrique em plena luz do dia. Ferido, a vítima perdeu o controle da motocicleta e caiu na pista.

Na ação, a mulher da vítima que estava na garupa não foi atingida pelos tiros, ficando apenas com escoriações por conta da queda de moto. O atirador fugiu sem ser identificado.

Henrique foi socorrido por populares que passavam pelo local e levado às pressas na caçamba de uma picape S-10 para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Dr. Platão Araújo, na Zona Leste de Manaus.

Apesar dos esforços, a vítima não resistiu aos ferimentos. Ele foi atingido com tiros no rosto, no abdômen e na região do tórax. O corpo seguiu para exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML), que fica na Zona Norte da capital.

Em consulta ao Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Henrique esteve envolvido em processos por tráfico de drogas, associação para o tráfico lesão corporal, em 2013, além de porte de irregular de arma de fogo e assassinato, no ano de 2019

Henrique chegou a ser preso por policiais civis do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no dia 22 de junho de 2015, na rua Peixe Cachorro, localizada próximo à residência onde ele morava, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da capital.

À época, ele foi indiciado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), pelo assassinato de Allan Daniel Costa Castro, 20, vulgo “Danielzinho”. O crime aconteceu na rua Parati, em 19 de fevereiro, no mesmo ano da prisão.

Daniel foi assassinado com cinco tiros motivado pela disputa do tráfico de drogas naquela região. Mas Henrique conseguiu provar para Justiça que não teve participação no atentando, sendo assim, inocentado pelo juiz.

A motivação do assassinato de Henrique ainda é desconhecida pela polícia. As imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível e de estabelecimentos comerciais serão solicitadas para análises. O caso será investigado pela DEHS

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