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Brazilian entrepreneur Luciano Hang waits to be authorized to enter and visit presidential candidate Jair Bolsonaro, of the Social Liberal Party, in Rio de Janeiro, at Bolsonaro's home in Rio de Janeiro, Brazil, Wednesday, Oct. 10, 2018. (AP Photo/Leo Correa)
Segundo Hang, a idade e as comorbidades que afetavam sua mãe contribuíram para que não recomendassem o “tratamento precoce”. (Foto: AP Photo/Leo Correa) 

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou em entrevista que se questiona se não deveria ter dado o que chama da “tratamento preventivo” contra a Covid-19 para a sua mãe. Regina Modesti Hang morreu na semana passada por complicações devido ao novo coronavírus, aos 82 anos.

Segundo Hang, a idade e as comorbidades que afetavam sua mãe – como sobrepeso, o fato de ser cardíaca, além de possuir diabetes e insuficiência renal – contribuíram para que não recomendassem o “tratamento precoce”.

“No início minha mãe já estava assintomática quando nós pegamos o vírus. E, quando levamos ela para o hospital, infelizmente era muito tarde. Em três dias, a doença tomou 95% de seus pulmões. (…) Ela tinha 82 anos, sobrepeso, tomava mais de vinte comprimidos por dia, era cardíaca, tinha diabetes e insuficiência renal, por isso não demos os remédios. Diziam que seria perigoso.”

O uso de medicamentos contra a Covid-19 não teve, até o momento, nenhuma comprovação científica e segue sendo reprovado por entidades especializadas como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Conselho Nacional de Saúde.

Entre as indicações, estão o uso de hidroxicloroquina e cloroquina, ivermectina, e azitromicina, todos remédios sem eficácia contra a doença.

O “tratamento precoce” é estimulado pelo Ministério da Saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus remédios podem causar arritmia cardíaca, sangramentos e inflamação no fígado, segundo especialistas.

Na semana passada, o Ministério da Saúde informou o MPF (Ministério Público Federal) que cloroquina produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que seria destinada inicialmente para o programa de combate à malária foi disponibilizada pela pasta no tratamento de Covid-19 – a despeito de não haver comprovação científica para esse uso.

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