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Prazo de fechamento do comércio termina domingo, 17, e David Almeida cogita novas medidas.

MANAUS – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que não vê necessidade de lockdown em Manaus, mas não descarta que seja adotado. A declaração foi ao apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, na manhã desta terça-feira (12). “Nesse momento não se faz necessário o lockdown, porém não descarto a possibilidade do mesmo, muito menos da quarentena caso se agrave a situação”, disse.

O decreto estadual que restringe o comércio no estado tem vigência até o próximo domingo (17), e pode ser prorrogado. Segundo Almeida, essa decisão deve ser tomada até o sábado (16). Almeida respondeu ao questionamento sobre a reabertura do comércio e os protestos que levaram o governado do Amazonas, Wilson Lima, a suspender a decisão e depois republicar por conta de decisão judicial.

O comércio no centro da cidade está 100% (fechado), só que nas áreas periféricas alguns comerciantes ainda insistem em abrir e isso dificulta muito. Com as medidas que estamos tomando esta semana, até o próximo sábado, esses dias serão fundamentais pra que possamos tomar outras medidas nos três níveis de governo, mesmo com abertura de novos leitos”, disse o prefeito.

Na entrevista, Almeida também informou que Manaus já bateu o recorde de enterros de todo o mês de dezembro. Nos primeiros nove dias do ano foram 1.524 morto, em dezembro foram 1.342. Somente nesta segunda-feira, 11, 150 pessoas foram sepultadas em cemitérios públicos e privados da cidade.

O Amazonas também passa por crise de oxigênio e os hospitais de Manaus estão com taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 93%. Uma carga de oxigênio chegou em Manaus na noite de ontem (11). “Estão chegando os cilindros de oxigênio, essa noite chegou 55 mil metros pra abastecer, que só dá pra dois dias. Por mais que a gente possa oferecer UTI, mas com a escassez desse produto a situação só se agrava”, disse o prefeito.

Almeida diz que está sendo montada uma força tarefa que inclui a presença de ministérios, governo, prefeitura e empresas privadas.

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