Ouça o áudio desse artigo

 122,053 Total de visualizações

Prazo para resposta ao órgão federal se encerra as 18h deste sábado; pela manhã, governador terá uma reunião com os poderes e representantes do comércio.

A subprocuradora-geral da República, Lindora Maria Araújo,  e mais cinco procuradores , emitiram recomendação ao Governador do Estado, Wilson Lima, para que ele adote um isolamento ainda mais rígido no Estado.

Na recomendação , o órgão sugere que o isolamento mais severo, “se necessário com aumento do período de toque de recolher”, dure até que haja ” demonstração de estabilização ou diminuição da curva de contaminação da COVID19, em índice compatível com a estrutura do sistema de saúde disponível, com base em dados comprovados”.

O documento pede que o governador informe ao Ministério Público Federal (MPF) até as 18h deste sábado (23) se a recomendação será ou não acatada. Caso seja, o Governo do Estado deve informar em que termos isso acontecerá, com “a especificação das providências a serem adotadas”. Em caso de negativa, o governo deve apresentar as justificativas.

Oito horas antes que o prazo se esgote, o governador do Amazonas terá uma reunião com representantes do comércio e lideranças dos poderes, para tratar justamente sobre a pandemia de Covid-19. Espera-se que a decisão a ser comunicada ao MPF saia justamente deste encontro.

A recomendação foi feita com base nos índices cada vez mais alarmantes da pandemia no Amazonas. No documento, os procuradores citam o desabastecimento de oxigênio, o recorde de casos registrados esta semana e o “estrangulamento do sistema de saúde local, tanto privado quanto público”.

Os procuradores consideram que as medidas atuais de isolamento, em vigor desde 4 de janeiro, “não refletiram efeito no estrangulamento do sistema de saúde local, nem na diminuição de casos, tratamentos domiciliares, número de mortes etc”.

E que o “total isolamento sanitário tem se mostrado mais eficaz no retardamento da velocidade de propagação da doença, com mitigação dos impactos sobre o sistema de saúde e o número de óbitos”.

*Acritica

DEIXE SEU COMENTÁRIO